Justiça volta atrás e ordena que DER faça reparos em ponte 'sem dono' entre SP e MG

  • 24/03/2026
(Foto: Reprodução)
MPF pede reparos emergenciais na ponte que liga Sacramento e Rifaina A Justiça Federal voltou atrás e determinou que os Departamentos de Estradas de Rodagem (DER) dos estados de São Paulo e Minas Gerais assumam a manutenção da ponte sobre o Rio Grande, entre Sacramento (MG) e Rifaina (SP). A nova decisão altera a determinação anterior, de fevereiro deste ano, que havia atribuído a responsabilidade à Companhia Energética Jaguara (Engie Brasil Energia). Ainda cabe recurso. Segundo o juiz federal substituto Andre Luis Pereira, da 1ª Vara Federal de Franca (SP), embora a ponte tenha sido construída como contrapartida à operação da Usina Hidrelétrica de Jaguara, não é possível assegurar que ela tenha sido objeto de contrato de concessão. “Desse modo, eventual responsabilidade da ENGIE pela manutenção da Ponte sobre o Rio Grande somente poderá ser aferida após a regular instrução processual”, diz trecho da decisão. Com isso, os DERs ficarão encarregados de: Realizar a manutenção de aspectos superficiais da ponte que interliga os municípios de Rifaina/SP e Sacramento/MG e que impactem diretamente na sua trafegabilidade (como iluminação, asfalto, gradeamento lateral, sinalização e pintura da pista, dentre outros), bem como por obras estruturais reputadas urgentes; Apresentar, no prazo máximo de 90 dias, estudo contendo análise da situação da ponte com relação a esses aspectos e o cronograma das medidas a serem adotadas. O g1 pediu um posicionamento dos Departamentos de Estradas de Rodagem de São Paulo e Minas Gerais nesta terça-feira (24), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Ação movida após impasse sobre responsabilidade da ponte A ordem judicial acolhe pedidos do Ministério Público Federal (MPF) em ação civil pública sobre a responsabilidade e necessidade de reparos da estrutura que liga os municípios de Sacramento, pela MG-428, e Rifaina, pela SP-344. A ponte, até então, 'sem dono', atravessa o Rio Grande e está situada em área do reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) de Jaguara, administrada pela Companhia Energética Jaguara. No documento, o MPF informa que reuniu manifestações de órgãos e instituições que alegaram não ter responsabilidade direta pela estrutura. O órgão afirma que “a deterioração da estrutura decorre de omissão continuada e de impasse institucional sobre a definição de quem deve responder pela conservação do bem”. De acordo com o MPF, a ponte foi construída pela antiga concessionária Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) como medida compensatória vinculada à implantação da Usina Hidrelétrica de Jaguara. A obra foi realizada com base em convênio firmado em 1968 com o estado de São Paulo, para substituir um trecho rodoviário afetado pelo represamento do rio. Embora o convênio previsse a transferência da titularidade da ponte ao DER/SP após a conclusão das obras, essa medida não foi formalizada. O documento relata que, por décadas, a Cemig realizou a manutenção da estrutura, até a transferência da concessão da UHE Jaguara, em 29 de dezembro de 2017, para a Engie. A partir de então, intensificaram-se as controvérsias sobre quem seria responsável pela ponte. Segundo o MPF, a concessionária atual sustenta que a ponte não consta entre os bens transferidos no leilão e que não é necessária à atividade de geração de energia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por sua vez, afirma que a estrutura não aparece como ativo da concessão, mas reconhece que se trata de uma benfeitoria construída como compensação pela usina. Já os DERs de São Paulo e de Minas Gerais afirmam que atuam apenas nos acessos das rodovias em cada margem, mas não reconhecem responsabilidade sobre a ponte. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que a estrutura não está localizada em rodovia federal. Uma audiência de conciliação foi marcada para 8 de abril, às 14h30, na 1ª Vara Federal de Franca, com todas as partes citadas no processo. A sessão será realizada por videoconferência. Problemas estruturais Segundo o MPF, relatórios da Defesa Civil de Rifaina e do DER de Minas Gerais, realizados em 2020, além de um parecer técnico do setor de engenharia do MPF feito em 2025, apontam problemas na pista de rolamento e em juntas de dilatação, infiltrações e deterioração de elementos estruturais. Foi recomendada uma realização de inspeção subaquática para avaliação de pilares e fundações, em razão da limitação de visibilidade em inspeções visuais anteriores. O MPF destaca que os municípios adotaram medidas paliativas, como iluminação e tapa-buracos, mas não possuem competência legal ou capacidade técnica para a manutenção estrutural definitiva. Segundo o MPF, problemas na pista e estruturais foram apontados em relatórios anteriores TV Integração/reprodução Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/03/24/justica-volta-atras-e-ordena-que-der-faca-reparos-em-ponte-sem-dono-entre-sp-e-mg.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 10

top1
1. Deus Proverá

Gabriela Gomes

top2
2. Algo Novo

Kemuel, Lukas Agustinho

top3
3. Aquieta Minh'alma

Ministério Zoe

top4
4. A Casa É Sua

Casa Worship

top5
5. Ninguém explica Deus

Preto No Branco

top6
6. Deus de Promessas

Davi Sacer

top7
7. Caminho no Deserto

Soraya Moraes

top8
8.

Midian Lima

top9
9. Lugar Secreto

Gabriela Rocha

top10
10. A Vitória Chegou

Aurelina Dourado


Anunciantes